Lançamento da nova edição do livro “História da Política Exterior do Brasil”, de Amado Luiz Cervo & Clodoaldo Bueno

O Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília e a Livraria Cultura de Brasília convidam para a noite de autógrafos da 4a edição do livro História da Política Exterior do Brasil, de autoria de Amado Luiz Cervo (iREL-UnB) e Clodoaldo Bueno (UNESP-Marília), no dia 25/08, a partir das 19h30min, na Livraria Cultura do Shopping Casa Park (SGCV Sul, lote 22, loja 4-A. – Brasília – DF).

O evento será antecedido por um bate-papo sobre a inserção internacional do Brasil, entre Amado Luiz Cervo e o jornalista Sérgio Leo (Valor Econômico), mediado pelo Professor Antônio Carlos Lessa (iREL-UnB), quando se debaterá a trajetória desempenhada pelo Brasil no cenário internacional, bem como os desafios e oportunidades que se apresentam ao país neste momento de transformações.

O debate inaugura a série Relações Internacionais em Debate, que a Livraria Cultura e o iREL-UnB,  firmada com o objetivo de promover debates sobre temas internacionais.

Sobre o livro

A inserção internacional do Brasil adentrou o século XXI em alta sob o aspecto econômico e político. Para o conhecimento do fato, convém identificar tendências, utilizar conceitos e avaliar resultados da ação externa durante os dois mandatos de Luís Inácio Lula da Silva com o fim de iluminar as relações internacionais do país no presente governo de Dilma Rousseff.  Essa perspectiva do processo histórico como método de análise persegue o curso profundo das relações internacionais.

A avaliação do século XXI na perspectiva do processo histórico veio à luz com a 4ª Edição do clássico manual de História da política exterior do Brasil.

Um clima de debate racional e não ideológico sugere detectar causalidades, meios e finalidades que orientam o modelo brasileiro de inserção internacional. Cervo identifica seis linhas de força da ação externa, avalia resultados e conclui acerca da necessidade de correções de alguns ângulos da política exterior.

A América do Sul, projeto brasileiro de duas décadas, evoluiu de prioridade alta a prioridade baixa nas relações internacionais do país, em razão de percalços de caminho.

A diplomacia pura ocupou-se, no século XXI, essencialmente, com dois objetivos, investindo neles energia e esforços: obter por meio da negociação multilateral no seio da OMC o tratado de livre comércio global; obter, ademais, o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Os dois objetivos da ação diplomática malograram e convém repensar especialmente a política brasileira de comércio exterior.

Três  êxitos, contudo, foram alcançados pelo modelo brasileiro de inserção internacional no século XXI. Por certo, correspondem a três tendências que convêm manter, operacionalizar e aprofundar em benefício dos interesses nacionais no presente governo.

A internacionalização da economia brasileira eleva o status internacional do Brasil e demonstra que o país alcançou a maturidade do desenvolvimento no seio do sistema de economia de mercado.

A formação de coalizões emergentes representa o segundo eixo de ação externa de sucesso inquestionável. O Brics apresenta-se como contrapeso ao velho G8 e com ele concorre no traçado da ordem internacional e nas grandes decisões de política internacional.

O terceiro sucesso da ação externa brasileira no século XXI diz respeito à gerência da segurança internacional. Duas estratégias são postas sobre a mesa: a velha estratégia da violência (sanção ou intervenção) inventada pela inteligência norte-americana e adotada pela Otan, por um lado; a nova estratégia da negociação de conflitos internacionais, na perspectiva da tradição pacifista brasileira, assumida por Brics, Unasul, com apoio crescente da intelectualidade em todo o mundo.

Conceitos chave utilizados como categorias explicativas da inserção internacional do Brasil no século XXI: transição, Estado logístico, multilateralismo da reciprocidade, multilateralismo em declínio, bilateralismo em alta, internacionalização econômica, declínio da integração, coalizões emergentes, negociação dos conflitos.

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